Vancouver tem turismo de luxo?
Vancouver, na costa oeste do Canadá, é uma cidade que me surpreendeu justamente por conseguir unir natureza e sofisticação de uma maneira muito natural. De um lado, montanhas e o Oceano Pacífico; de outro, bairros modernos, hotéis elegantes, galerias, lojas e uma gastronomia cada vez mais reconhecida internacionalmente.
Em 2026, Vancouver continua em evidência no turismo internacional. Depois de receber partidas da Copa do Mundo da FIFA, a cidade registrou forte aumento no interesse de viajantes. Uma pesquisa divulgada em junho mostrou crescimento de 18% nas buscas por voos para Vancouver para o período do Canada Day, o maior aumento entre os destinos analisados.
Para mim, isso confirma algo que já percebi em viagens anteriores: Vancouver não é apenas uma cidade para visitar. É um destino para experimentar com calma.
Turismo em Vancouver: onde natureza e cidade se encontram
Uma das primeiras coisas que eu fiz ao chegar é reservar um tempo para conhecer. O parque é um dos grandes símbolos da cidade e possui uma extensa área verde, trilhas, praias e o famoso Seawall, uma rota à beira-mar perfeita para caminhar ou pedalar.
O próprio município informa que Stanley Park possui cerca de 8,8 quilômetros de Seawall, mais de 27 quilômetros de trilhas florestais e diferentes atrações naturais, culturais e históricas. (https://www.destinationvancouver.com)
Na minha experiência, o melhor do parque está justamente nessa possibilidade de desacelerar. Eu posso passar algumas horas ali sem sentir que estou deixando de conhecer a cidade.
E quando as montanhas aparecem no horizonte, fica ainda mais fácil entender por que Vancouver é tão especial.
Granville Island e o lado gastronômico de Vancouver
Outro lugar que merece espaço no roteiro é Granville Island.
O mercado público é uma excelente oportunidade para experimentar produtos locais, conhecer pequenos produtores e observar o movimento da cidade.
Eu percebi que a gastronomia de Vancouver tem uma característica muito interessante: ela recebe influências de diferentes culturas e, ao mesmo tempo, valoriza os ingredientes da Colúmbia Britânica.
Para quem gosta de experiências gastronômicas, vale transformar uma visita ao mercado em um passeio mais demorado, incluindo cafés, restaurantes e pequenas lojas.
A cidade também vem se destacando no cenário gastronômico internacional. O turismo oficial de Vancouver cita, entre seus principais atrativos culinários, restaurantes como Botanist e Published on Main, além de experiências gastronômicas organizadas por diferentes bairros.
Gastown: história e personalidade
Eu também reservei uma tarde para caminhar por Gastown, um dos bairros históricos mais conhecidos de Vancouver.
As ruas de paralelepípedos, os edifícios antigos, as galerias e os restaurantes criam uma atmosfera completamente diferente de outras áreas da cidade.
É justamente nessa região que encontrei um dos restaurantes que mais despertaram minha curiosidade: o St. Lawrence.
Minha experiência de jantar no St. Lawrence
O St. Lawrence Restaurant fica na Powell Street e apresenta uma proposta que imediatamente me chamou a atenção: uma cozinha inspirada na tradição québécoise e francesa, servida em um ambiente pequeno, acolhedor e cheio de personalidade.
O restaurante possui uma estrela Michelin e continua listado no Guia Michelin de Vancouver como um restaurante de uma estrela.
Mas o que mais me chamou atenção não foi simplesmente a estrela. Foi a atmosfera.
O salão é intimista, com paredes azul-escuras, elementos antigos e uma decoração que transmite uma sensação quase doméstica. O próprio Guia Michelin destacou, em 2025, o serviço do restaurante e descreveu a atmosfera como acolhedora, ressaltando o prêmio de Service Award recebido naquele ano.
Quando eu entrei, tive a sensação de que estava chegando para jantar na casa de alguém que realmente ama receber. E isso fez toda a diferença.
Uma cozinha que valoriza memória e tradição
A proposta do St. Lawrence não tenta transformar a cozinha francesa em algo distante ou excessivamente formal. Pelo contrário, o restaurante trabalha com referências da cozinha de Quebec e da tradição francesa, mas apresenta os pratos com técnica e cuidado.
Na minha experiência, esse contraste é justamente o que torna a refeição interessante.
Eu percebi que o luxo não precisa necessariamente aparecer em um salão enorme, em lustres extravagantes ou em uma decoração exagerada.
Às vezes, luxo é simplesmente sentar em uma mesa confortável, ser bem recebido e perceber que existe uma história por trás de cada prato.
O restaurante recebeu sua primeira estrela Michelin em 2022 e continua com uma estrela na seleção de 2025. Em 2025, também recebeu o Michelin Guide Vancouver Service Award, um reconhecimento especialmente interessante para quem valoriza hospitalidade.
Como é o jantar no St. Lawrence
Quando fomos, o restaurante trabalha com um menu Table d’Hôte de quatro pratos, oferecido aos clientes que fazem reserva. O valor informado pelo próprio restaurante é de CA$135 por pessoa, antes de impostos e gorjeta. Também existe a possibilidade de comer à la carte no bar para clientes sem reserva, conforme disponibilidade. (https://www.stlawrencerestaurant.com)
Eu gosto desse formato porque ele permite que a experiência seja construída pelo próprio restaurante.
Em vez de passar muito tempo tentando escolher entre dezenas de opções, eu simplesmente me entregaria ao percurso gastronômico proposto pela cozinha.
Para mim, esse é um dos pequenos luxos de uma viagem: não precisar controlar cada detalhe.
Uma dica especial: o Chef’s Counter
Se você estiver viajando em casal, eu consideraria reservar o Chef’s Counter. São lugares lado a lado voltados para a cozinha aberta, permitindo observar a equipe trabalhando durante o jantar. O restaurante informa que essa opção acomoda apenas duas pessoas.
Quando eu testei experiências semelhantes em outras viagens, percebi como observar o preparo dos pratos muda a percepção da refeição. A cozinha deixa de ser um lugar distante. Porém, ela passa a fazer parte do espetáculo.
Vancouver para quem aprecia turismo de luxo
Depois do jantar, eu continuei a explorar Vancouver de uma maneira mais tranquila. Um dos lugares que merece atenção é Coal Harbour, região elegante próxima à água e com excelentes vistas.
Também vale caminhar pela área de Canada Place, especialmente no fim da tarde, quando a luz sobre as montanhas e o mar cria um cenário maravilhoso. Para quem gosta de compras, Robson Street oferece uma mistura interessante de lojas, restaurantes e cafés.
E, para uma experiência diferente, eu recomendo reservar um dia para atravessar até North Vancouver e conhecer as paisagens das montanhas.
Capilano e as montanhas
Uma das experiências mais conhecidas da região é o Capilano Suspension Bridge Park.
A ponte suspensa atravessa uma área de floresta temperada e proporciona uma perspectiva completamente diferente da paisagem canadense.
Na minha opinião, essa é uma experiência que combina perfeitamente com um roteiro de luxo porque pode ser complementada com transporte privativo, um bom hotel e um planejamento personalizado. Muito chic!
Vancouver também oferece acesso relativamente fácil a destinos de montanha, o que permite combinar cidade e natureza na mesma viagem.
3 Dicas do Turistando no Mundo
1. Um jantar especial no St. Lawrence
Eu reservaria o restaurante para uma das noites mais importantes da viagem. Para mim, o Chef’s Counter seria uma escolha particularmente interessante para um casal.
2. Um passeio privativo pela natureza
Em vez de simplesmente visitar as montanhas, eu contrataria uma experiência personalizada, com transporte confortável e tempo suficiente para apreciar as paisagens.
3. Hospedar-se em uma região estratégica
Eu escolheria um hotel próximo ao centro ou à região de Coal Harbour. Assim, seria possível combinar restaurantes, compras, passeios e vistas sem perder muito tempo em deslocamentos.
Vancouver continua se reinventando
O interesse turístico crescente em 2026 mostra que Vancouver está vivendo um momento especial.
A cidade foi incluída pela National Geographic entre os melhores lugares para visitar em 2026, com destaque para atrações como Stanley Park, a região de Jack Poole Plaza, Grouse Mountain e sua crescente cena gastronômica.
Para mim, o grande diferencial está na combinação.
Vancouver permite começar o dia caminhando entre árvores gigantes, passar a tarde diante do oceano, fazer compras em uma região sofisticada e terminar a noite em um restaurante com estrela Michelin.
E foi justamente isso que senti ao conhecer o St. Lawrence.
A experiência me mostrou que luxo não significa necessariamente excesso.
Pode estar em uma mesa bem escolhida, em um serviço cuidadoso, em uma cozinha que respeita suas raízes e em uma cidade que oferece natureza extraordinária a poucos minutos de seus melhores restaurantes.
Vancouver vale a viagem?
Sem dúvida.
Para quem procura uma viagem que combine turismo de luxo, gastronomia, natureza e cultura, Vancouver merece estar no radar.
E se eu tivesse que escolher apenas uma experiência gastronômica especial para incluir no roteiro, o St. Lawrence certamente estaria entre minhas primeiras escolhas.
Mais do que jantar em um restaurante premiado, a experiência representa algo que considero essencial em uma boa viagem: descobrir a identidade de um lugar através da comida.
Vancouver me parece exatamente assim, quero voltar com certeza!
Uma cidade sofisticada, mas sem perder sua conexão com a natureza. Moderna, mas com bairros históricos cheios de personalidade. Internacional, mas profundamente ligada aos sabores e ingredientes de sua região.
E talvez seja justamente esse equilíbrio que faça dela um destino tão especial.
Da mesma forma, leia o meu post anterior: Como adultos se divertem na Walt Disney World Resort: experiências de luxo, gastronomia e diversão além dos brinquedos.
Portanto, se tem alguma curiosidade, entre em contato comigo: contato@turistandonomundo.com.br
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